Introdução: O Agente Comunitário de Saúde (ACS) vivencia uma formação profissional que, ainda, apresenta lacunas significativas para a resolutiva efetivação de suas práticas profissionais na Estratégia de Saúde Família (ESF). Esta formação tem ficado sob a responsabilidade de municípios e ou de secretarias de saúde. Este fato foi desvelado por profissionais de saúde que realizaram releituras das Cartas, em uma oficina - de World Café. Objetivo: Relatar reflexões de profissionais e alunos de diferentes áreas sobre a formação do ACS que impactam a prática, extraídas de cartas narrativas. Metodologia: relato de experiência, gerado a partir de uma oficina, de World Café, realizada em um evento internacional em 2025 no Rio de Janeiro. Dinâmica efetivada por 03 mediadoras, que socializaram as cartas originais dos ACS. Os 18 participantes, andarilharam por “mesas de café” para realizarem a releitura e produzirem análises e reflexões sobre os conteúdos contidos nas cartas. A dinâmica perpassou por 03 momentos: apresentação coletiva dos participantes; apresentação das cartas e sua análise; e avaliação final da oficina. Resultados: sobre os processos formativos narrados nas cartas, foi recorrente a indignação de todos os participantes sobre as permanentes fragilidades e limitações nestes processos formativos. E, unanimamente, reforçaram os questionamentos, também feito pelos ACS: Por que estes profissionais são inseridos nas ESF sem a devida e necessária formação e capacitação? A quem interessa a manutenção das lacunas de formação? Os participantes reafirmaram, indo ao encontro das narrativas das cartas, que a força de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) representada pelos ACS precisa deixar a invisibilidade, e seus direitos enquanto profissionais precisam ser respeitados. A avaliação final da oficina foi um momento singular em defesa dos processos formativos contínuos e institucionalizados em prol de práticas profissionais resolutivas e de qualidade pelos ACS. Considerações Finais: a oficina reforçou pelas releituras realizadas das cartas, que a presença do ACS no SUS é imprescindível, entretanto, esta presença necessita ser visibilizada por meio de processos formativos que se desdobrarão em qualidade de cuidado prestado no SUS.