Introdução: A inteligência artificial (IA) vem se consolidando como uma tecnologia estratégica no ensino em saúde, com potencial para transformar práticas pedagógicas na educação superior. Entre suas principais aplicações, destacam-se os sistemas de tutoria inteligente, os simuladores clínicos virtuais, os chatbots pedagógicos e as ferramentas de feedback automatizado, que contribuem para a personalização da aprendizagem, o desenvolvimento do raciocínio clínico e o acompanhamento mais contínuo do desempenho discente. Objetivo: Identificar e sintetizar evidências científicas sobre o uso de ferramentas de IA como apoio ao ensino em saúde, analisando suas tipologias de aplicação, benefícios, limitações e desafios de implementação. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em bases de dados da área da saúde e da educação, com recorte temporal de 2018 a 2024, incluindo estudos originais, revisões sistemáticas e relatos de experiência voltados à graduação e à pós-graduação em saúde. Resultados: Os achados indicam que a IA pode favorecer o engajamento dos estudantes, ampliar a autonomia, oferecer maior disponibilidade de apoio à aprendizagem e qualificar o processo avaliativo por meio de respostas mais objetivas e imediatas. Entretanto, persistem barreiras importantes, como a desigualdade de acesso às tecnologias, a necessidade de formação pedagógica dos docentes, os riscos relacionados à privacidade dos dados e os desafios éticos associados à sua utilização. Considerações finais: Conclui-se que a IA representa um recurso pedagógico promissor para o ensino em saúde, especialmente quando integrada de forma crítica, ética e contextualizada às demandas formativas. Sua adoção requer planejamento institucional, infraestrutura adequada e capacitação docente contínua, de modo a fortalecer processos de aprendizagem adaptativa e qualificar a formação de profissionais de saúde.