Introdução: A epidemiologia é fundamental para a formação e atuação do enfermeiro, subsidiando ações de vigilância, prevenção e promoção da saúde. Entre as metodologias ativas utilizadas no ensino, o mapa mental favorece o pensamento crítico, a organização de ideias e a construção coletiva do conhecimento. Objetivo: Relatar a experiência da construção coletiva de um mapa mental sobre a percepção de graduandos de Enfermagem acerca do papel do enfermeiro na epidemiologia. Metodologia: Relato de experiência realizado com 16 estudantes do 4º período de Enfermagem durante uma aula de Epidemiologia com duração de uma hora. A docente contextualizou o tema. Em seguida, os participantes divididos em cinco grupos discutiram o papel do enfermeiro na epidemiologia. Posteriormente, sob mediação docente, os estudantes compartilharam seus conhecimentos prévios e construíram coletivamente, na lousa, um mapa mental com as atribuições identificadas. Resultados: Os conceitos foram organizados em três eixos: Produção (levantamento sociodemográfico); Monitoramento (notificação compulsória, rastreamento, monitoramento da cobertura vacinal, prevenção de surtos e contenção de riscos); e Prática Assistencial (acolhimento, educação em saúde e gerenciamento de recursos). Observou-se predominância das atribuições relacionadas ao monitoramento, sugerindo que os discentes associam a epidemiologia principalmente às ações de vigilância em saúde, frequentemente mais visíveis nos serviços e estágios. Os participantes demonstraram reconhecer o papel do enfermeiro na prevenção de agravos, promoção da saúde e controle de doenças, evidenciando a integração de conhecimentos adquiridos ao longo da graduação. Em contrapartida, não foram mencionadas competências relacionadas à análise de indicadores epidemiológicos, interpretação de dados ou planejamento baseado em evidências, indicando uma compreensão mais restrita do componente analítico da epidemiologia. Nesse sentido, a construção coletiva do mapa mental possibilitou identificar tanto conhecimentos consolidados quanto lacunas formativas, favorecendo a reflexão crítica sobre as múltiplas dimensões da atuação do enfermeiro nesse campo. Conclusão: A experiência permitiu analisar a percepção dos estudantes sobre o papel do enfermeiro na epidemiologia, destacando ações de vigilância, prevenção e educação em saúde. O uso do mapa mental estimulou a participação, a reflexão crítica e a troca de saberes, evidenciando o potencial das metodologias ativas para fortalecer o protagonismo estudantil e identificar lacunas formativas.