Introdução: A promoção da saúde bucal na escola constitui uma importante estratégia de saúde coletiva. Nesse espaço, o professor pode atuar como mediador da aprendizagem e agente multiplicador de práticas preventivas. Objetivo: Identificar as percepções e os principais desafios relacionados à educação em saúde bucal na escola. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, fundamentada em artigos científicos sobre saúde bucal no contexto educacional, publicados entre 2020 e 2025. A busca foi realizada em língua portuguesa foi realizada em agosto de 2026, no Google Acadêmico, utilizando os descritores “saúde bucal”, “ambiente escolar”, “professores” e “práticas pedagógicas”, combinados pelo operador booleano AND. O material selecionado foi analisado por meio de leitura crítica e interpretativa, orientada pelo objetivo da pesquisa. Resultados: Os estudos evidenciaram que, embora professores e gestores reconheçam a relevância da saúde bucal, sua abordagem enfrenta desafios pedagógicos, estruturais e comportamentais. Os docentes apresentam conhecimento limitado sobre aspectos técnico-científicos, com predomínio de concepções baseadas no senso comum, especialmente sobre biofilme dental e etiologia multifatorial da cárie. Também foram identificadas insegurança diante de traumatismos dentários, ausência de rotinas estruturadas, insuficiência de materiais de higiene e inadequação dos espaços para escovação supervisionada. Considerações finais: A educação em saúde bucal deve integrar as práticas escolares e a formação integral dos estudantes. Para fortalecê-la, são necessários investimentos na formação inicial e continuada dos professores e na inserção da temática no currículo. A articulação entre escola, família e atenção primária à saúde também é fundamental para assegurar suporte técnico e ações contínuas de promoção e prevenção.