Este estudo apresenta uma revisão da literatura sobre a comunicação como eixo estruturante das parcerias intersetoriais entre os campos da educação e da saúde. A análise evidencia que o diálogo, a escuta ativa e a compreensão dos contextos territoriais são elementos centrais para a construção de práticas colaborativas voltadas à promoção da qualidade de vida e ao enfrentamento das vulnerabilidades sociais. As pesquisas revisadas destacam que a intersetorialidade exige mais do que articulações institucionais: requer processos comunicativos que valorizem saberes locais, ampliem a participação comunitária e fortaleçam o vínculo entre escola e serviços de saúde. Conclui-se que a ação comunicativa, fundamentada na perspectiva habermasiana, constitui um instrumento essencial para o planejamento, a execução e a avaliação de políticas públicas integradas, capazes de responder às demandas complexas dos territórios educativos.