O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados entre gestantes representa um importante desafio para a saúde pública, especialmente em regiões da Amazônia, onde a transição alimentar tem se intensificado. Este estudo teve como objetivo analisar o padrão de consumo de alimentos ultraprocessados entre gestantes acompanhadas na Atenção Básica em Itaituba (PA), no período de 2020 a 2024, utilizando dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de base secundária, com informações provenientes dos relatórios de consumo alimentar da Atenção Primária à Saúde. Os resultados indicaram prevalências elevadas de ingestão de ultraprocessados em todos os anos analisados, com destaque para bebidas adoçadas, biscoitos e produtos industrializados prontos para o consumo. Observou-se, ainda, uma leve tendência de redução recente, possivelmente associada às ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) desenvolvidas no município. Conclui-se que o consumo de ultraprocessados durante a gestação permanece expressivo e demanda estratégias contínuas de promoção da alimentação saudável, com foco na prevenção de agravos nutricionais e no fortalecimento de políticas públicas como o PNAE e a PNAN.