A Bioética de Proteção emerge no contexto latino-americano como resposta ética aos cenários de vulnerabilidade social, desigualdade estrutural e injustiça sanitária. Fundamentada nos princípios da solidariedade, responsabilidade e justiça social, essa vertente amplia o horizonte da reflexão bioética tradicional, deslocando o foco do indivíduo para o coletivo. O presente capítulo analisa os fundamentos filosóficos e políticos da Bioética de Proteção, sua aplicabilidade na prática multiprofissional e suas interfaces com a Educação em Saúde, destacando sua relevância para os processos de Vigilância em Saúde e para a consolidação de práticas éticas e interdisciplinares. Conclui-se que a incorporação da ética protetiva nas práticas cotidianas de cuidado e formação representa não apenas um imperativo moral, mas também um compromisso social com a dignidade humana, a equidade e o direito à saúde.