O estudo teve como proposta buscar esclarecimentos tendo em vista o desconhecimento da maioria das pessoas sobre as especificidades que compõem o fenômeno da superdotação, notadamente em atenção às suas características emocionais. Os mitos que os permeiam distorcem a concepção que se tem desse público, levando à discriminação e ao agravamento de problemas de saúde mental, tais como ansiedade, depressão e isolamento social. Nosso objetivo foi compreender de que forma a família visualiza a supersensibilidade e intensidade emocional da criança com altas habilidades/superdotação e os possíveis efeitos decorrentes dessa concepção no cotidiano social. A metodologia deu-se após seleção da literatura dos artigos acadêmicos e levantamento de dados de resumo realizado na CAPES. Para identificar e comparar características emocionais, aplicou-se um questionário, via Google Forms, a responsáveis por crianças identificadas com AH/SD, integrantes de um grupo nacional disponível no WhatsApp, numa abordagem quanti-qualitativa. A coleta dos dados contou com participação de 114 familiares que residissem no mesmo âmbito domiciliar e compartilhassem da rotina diária da criança. Destacamos que as famílias reconhecem, de maneira significativa, características como intensidade sensorial, emocional e sobre-excitabilidade, identificando-as como as causadoras de grande relevância e impacto social, transpondo em percepções de isolamento, discriminação, frustração e vulnerabilidade.