As dermatomicoses inflamatórias são infecções fúngicas cutâneas que se destacam pela exuberância da resposta inflamatória local, podendo envolver dermatofitoses profundas e candidíases intensas. Este estudo teve como objetivo revisar os principais tipos de dermatomicoses inflamatórias em humanos, abordando os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos mais relevantes, além dos desafios emergentes relacionados à resistência antifúngica. A pesquisa se configurou como uma revisão integrativa, baseada em 10 artigos selecionados dentre 1.137 inicialmente encontrados em bases como PubMed e SciELO, entre 2010 e 2025. A tinea corporis inflamatória, o querion de Celso e a candidíase intertriginosa intensa foram as apresentações mais frequentes. O diagnóstico foi guiado por exame micológico direto, cultura e técnicas moleculares. Antifúngicos tópicos foram eficazes em quadros leves, enquanto terbinafina e itraconazol sistêmicos foram usados em formas intensas. A resistência à terbinafina, notadamente por Trichophyton indotineae, exigiu estratégias terapêuticas alternativas. Conclui-se que o manejo eficaz dessas infecções demanda diagnóstico precoce, racionalização terapêutica e monitoramento microbiológico contínuo.