Introdução: A cirurgia plástica estética apresenta impacto relevante na saúde mental, com motivação crescente influenciada por fatores socioculturais, mídias sociais e o “Zoom Effect”, sendo comum a presença de ansiedade, depressão e transtorno dismórfico corporal entre candidatos aos procedimentos. Dessa forma, este estudo tem como objetivo analisar as evidências clínicas recentes sobre os efeitos psicológicos da cirurgia estética, considerando benefícios, riscos e a necessidade de abordagem multidisciplinar. Metodologia: Esta revisão integrativa incluiu artigos publicados entre 2020 e 2025, identificados nas bases PubMed e SciELO, resultando na seleção final de 10 estudos conforme critérios de elegibilidade previamente estabelecidos. Resultados e discussão: Os estudos mostraram aumento expressivo na demanda pós-pandemia, relação direta com influências digitais e indicadores econômicos, além de melhorias em autoestima, imagem corporal e qualidade de vida em pacientes com boa triagem. Entretanto, indivíduos com fragilidades emocionais ou transtornos psiquiátricos apresentam maior risco de insatisfação e sofrimento psicológico pós-operatório. Conclusão: A cirurgia estética pode proporcionar benefícios psicológicos significativos, porém esses resultados dependem de avaliação pré-operatória rigorosa, manejo adequado de expectativas e integração entre cirurgia e saúde mental, garantindo uma prática ética, segura e efetiva.