As emergências em saúde pública têm exigido respostas cada vez mais complexas, integradas e rápidas, o que reforça a necessidade de capacitar profissionais com competências técnico-assistenciais, comunicacionais e organizacionais alinhadas aos princípios da saúde coletiva. Este estudo analisou como metodologias ativas têm sido utilizadas na formação para resposta a emergências, a partir da seleção de 33 publicações encontradas na Biblioteca Virtual em Saúde, das quais sete atenderam plenamente aos critérios de elegibilidade, priorizando estudos empíricos, intervenções educacionais e contextos emergenciais. Os resultados evidenciam que estratégias como simulação clínica, simulação in situ, aprendizagem colaborativa, intervenções multimodais e treinamentos teórico-práticos contribuem para maior retenção de conhecimento, desenvolvimento de habilidades críticas e fortalecimento do trabalho interprofissional. Ademais, iniciativas aplicadas em escolas, unidades básicas, serviços pré-hospitalares e cenários comunitários demonstram impacto positivo na organização do processo de trabalho e na prontidão das equipes. Persistem, entretanto, desafios relacionados à ausência de políticas permanentes de capacitação, desigualdades estruturais, fragilidades de infraestrutura e escassez de avaliações estruturadas. Conclui-se que as metodologias ativas representam ferramenta potente para ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde, desde que articuladas à vigilância, à educação permanente e às redes de atenção.