A Lombalgia Crônica Inespecífica (LCI) é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, impactando negativamente a qualidade de vida das pessoas afetadas, gerando custos significativos para os sistemas de saúde. As evidências nas últimas duas décadas revolucionaram a condução da abordagem e tratamento dos casos, sendo que algumas arestas como os níveis de atividade física quanto às características das práticas, frequência, intensidade se apresentam vagas e pouco detalhadas de forma geral nas publicações da temática. O objetivo é investigar as relações entre níveis de atividade física e lombalgia crônica inespecífica. Desse modo, este estudo envolve uma revisão de literatura, de estudos publicados no período de 2012 a 2024 em inglês e português, com convergência com a temática e objetivo propostos. As plataformas Pubmed, SciELO, Biblioteca Cochrane, Scopus, Web of Science Physioterapia Evidence Database (PEDro). Foram selecionados, a partir dos critérios de inclusão e seleção, 35 estudos. Ficou evidente em relação aos níveis de atividade física que há necessidade de maior aprofundamento na temática pelos diferentes estudos, mas que há predomínio de indicações para práticas de intensidade moderada. A exposição gradual aos exercícios aeróbicos, de fortalecimento/resistência, de coordenação/estabilização e de controle motor, preferencialmente em estratégias multimodais como as estratégias combinadas com a cognição, bem como, a ioga, tanto realizados individualmente como em grupo, indicam benefícios sintomáticos e funcionais para pessoas com LCI.