Este artigo apresenta um estudo de caso sobre a aceleração da inovação tecnológica no ensino stricto sensu, realizado na disciplina de Metodologia da Pesquisa do Mestrado Profissional em Vigilância em Saúde da Universidade Iguaçu (UNIG). A investigação analisa como a convergência entre Metodologias Ágeis e a técnica de Vibe Coding permitiu a prototipagem rápida de soluções digitais por discentes com expertise em saúde, porém sem formação em programação (no-code). A intervenção metodológica consistiu em um desafio prático de arquitetura de software mediado por Inteligência Artificial, resultando na criação de cinco Produtos Mínimos Viáveis (MVPs) funcionais — abrangendo desde a gestão clínica até a vigilância epidemiológica — no interregno de uma única aula. Os resultados demonstram que a aplicação de ciclos ágeis de desenvolvimento, aliados à engenharia de prompt, superou barreiras técnicas tradicionais, validando a hipótese de que o domínio da lógica sanitária é o principal vetor para a inovação tecnológica no setor. Conclui-se que a UNIG, ao adotar esta abordagem disruptiva, instrumentaliza seus mestrandos para atuarem como arquitetos de soluções digitais, acelerando a resposta aos desafios complexos do Sistema Único de Saúde (SUS).