A simulação realística tem se consolidado como uma das principais estratégias de ensino-aprendizagem na formação e qualificação de profissionais da saúde, por possibilitar a articulação entre teoria e prática em ambientes controlados e seguros. Este capítulo teve como objetivo analisar as evidências científicas, publicadas nos últimos cinco anos, acerca das contribuições da simulação realística para o desenvolvimento de competências técnicas, não técnicas e para a segurança do paciente. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases LILACS, BDENF e MEDLINE, a partir dos descritores “simulação realística” e “profissionais da saúde”. Os resultados demonstram que a simulação realística favorece o aprimoramento do raciocínio clínico, da comunicação, do trabalho em equipe, da tomada de decisão e da autoconfiança profissional, além de contribuir para a redução de erros assistenciais. Evidencia-se ainda sua aplicabilidade em diferentes contextos formativos, como graduação, residência, educação permanente e treinamentos institucionais. Conclui-se que a simulação realística representa uma tecnologia educacional estratégica para a qualificação segura e efetiva dos profissionais da saúde, alinhada às demandas contemporâneas de formação baseada em competências.