Introdução: Tumores palpebrais frequentemente exigem ressecções que comprometem a anatomia e função ocular, tornando a reconstrução palpebral etapa essencial para preservação visual, proteção corneana e resultado estético adequado. Objetivo: Identificar as principais técnicas de reconstrução palpebral utilizadas após ressecções tumorais e analisar seus resultados funcionais conforme a literatura recente. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa baseada em estudos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed e LILACS-BVS. Após critérios de elegibilidade, 10 artigos foram incluídos para análise final. Resultados: As evidências indicam que retalhos locais apresentam os melhores resultados estéticos em defeitos pequenos e moderados, mantendo textura e mobilidade semelhantes às do tecido original. Para comprometimento da lamela posterior, enxertos tarsoconjuntival demonstraram maior estabilidade estrutural e proteção corneana. Nas perdas de espessura total, técnicas reconstrutivas em dois tempos proporcionaram alinhamento adequado do bordo palpebral e menor risco de retrações. Em defeitos extensos, retalhos livres, como o radial do antebraço, mostraram-se eficientes, embora com possibilidade de ajustes estéticos posteriores. Conclusão: A escolha da técnica deve ser individualizada, considerando extensão do defeito, objetivos funcionais e resultado estético desejado, garantindo equilíbrio entre controle oncológico e reabilitação palpebral.