As DTM representam a principal causa de dor orofacial não odontogênica, com etiologia multifatorial e impacto relevante na qualidade de vida. A saliva tem se destacado como uma ferramenta promissora para compreender os mecanismos fisiopatológicos das DTM e complementar o diagnóstico clínico, devido à coleta simples, não invasiva e ao seu potencial para refletir processos biológicos. Evidências apontam a participação de mediadores como cortisol, IL-1?, glutamato e NGF, relacionados ao estresse, à inflamação e à dor crônica, embora ainda não haja consenso sobre seus níveis em pacientes com DTM. Apesar desse potencial, as pesquisas ainda apresentam limitações, incluindo o número reduzido de estudos, a heterogeneidade metodológica e a falta de padronização nas técnicas de coleta e análise, o que dificulta a comparação entre os resultados e restringe a aplicabilidade clínica. Assim, embora os biomarcadores salivares representem uma abordagem promissora para o diagnóstico e o monitoramento das DTM, são necessários estudos com metodologias bem delineadas para validar seu uso na prática clínica.