A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico complexo, cuja etiopatogenia envolve a interação de fatores biológicos e ambientais, com alterações sinápticas e disfunções em circuitos córtico-subcorticais. Este estudo analisou os mecanismos neurobiológicos da esquizofrenia, integrando evidências da genética, neuroimagem, neuroquímica e biomarcadores periféricos. Foi realizada uma revisão integrativa com pesquisa na base de dados, utilizando a estratégia “schizophrenia AND neuroscience”, com filtro para os últimos 10 anos, priorizando Metanálises e Revisões Sistemáticas. 10 textos completos foram selecionados. Os achados demonstram que a vulnerabilidade está associada a mecanismos de neuroplasticidade (polimorfismo BDNF) e que biomarcadores periféricos (bilirrubina não conjugada) sugerem subtipos biológicos. Clinicamente, a prevalência de Esquizofrenia Resistente ao Tratamento (ERT) é de 22,5%, sendo a não adesão farmacológica um fator crítico. Intervenções baseadas em tecnologias móveis (mHealth) surgem como promissoras para monitorização e melhoria da adesão. A neurociência é fundamental para a compreensão da esquizofrenia, orientando a prática clínica para a individualização do tratamento e integração de ferramentas digitais, visando intervenções mais precisas e eficazes.