O eletroencefalógrafo (EEG) é um equipamento que detecta atividade elétrica cerebral de forma não invasiva e normalmente adota o sistema topográfico 10-20 com 19 posições espaçadas no couro cabeludo. São vários tipos de equipamentos de EEG e quantidade de eletrodos utilizados. Apesar dos avanços nas pesquisas, ainda existe incerteza sobre como a redução do número de eletrodos em sistemas de EEG afeta a qualidade do sinal e a capacidade de detecção de eventos neurais críticos, como convulsões, enquanto busca manter a eficiência e a praticidade dos dispositivos. O objetivo da presente revisão é identificar evidências disponíveis na literatura sobre os tipos de equipamentos de exames com EEG e sua eficácia, levando em consideração a quantidade de eletrodos. Foram recuperados artigos publicados em inglês, disponíveis na íntegra na base PubMed e Scopus. O principal componente explorado nos artigos acerca dos tipos de EEG é a quantidade de eletrodos, haja vista sua associação com vantagens e desvantagens com relação ao sistema internacional 10-20. Como resultado identificou-se que a redução do número de eletrodos em sistemas de EEG pode simplificar e melhorar a eficiência do monitoramento cerebral, mantendo a precisão na classificação de sinais, embora essa diminuição possa acarretar desafios relacionados à perda de detalhes e à detecção de eventos específicos, como convulsões. Com base nas análises pode-se inferir sobre potencial avanço em mitigar artefatos e melhora das análises utilizando menos eletrodos.