A neurodiversidade, que engloba condições como transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno do espectro autista (TEA) e dislexia, tem sido cada vez mais reconhecida no ensino superior, especialmente na área da saúde, onde as exigências teóricas e práticas ampliam os desafios para estudantes neurodivergentes. Este estudo teve como objetivo sintetizar evidências sobre metodologias inclusivas direcionadas a esse público. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa, exploratória e descritiva, conduzida segundo as recomendações do protocolo PRISMA. A busca foi realizada em março de 2026 nas bases SciSpace, Google Scholar e PubMed, incluindo publicações entre 2017 e 2025. Após o processo de seleção, 36 estudos atenderam aos critérios estabelecidos, sendo 20 considerados centrais para a síntese qualitativa. Os resultados indicaram prevalência expressiva de TDAH e sintomas de TEA entre estudantes da área da saúde, além de dificuldades relacionadas às funções executivas, leitura técnica e comunicação em ambientes clínicos. Estratégias como Desenho Universal para Aprendizagem, ensino multimodal, gamificação, tecnologias assistivas e supervisão clínica estruturada demonstraram impacto positivo na aprendizagem e no bem-estar. Conclui-se que a inclusão efetiva requer adaptações pedagógicas, capacitação docente e mudanças na cultura institucional, promovendo equidade e acessibilidade no ensino superior em saúde.