A compreensão da saúde como fenômeno complexo exige a superação de modelos reducionistas centrados exclusivamente na dimensão biológica. Este capítulo analisa os percursos da saúde física, mental e social a partir de uma abordagem interdisciplinar, com ênfase na nutrição enquanto prática que articula dimensões biológicas, culturais e subjetivas. Trata-se de uma revisão narrativa de caráter qualitativo, baseada em literatura científica contemporânea. A análise evidencia que a alimentação se constitui como experiência sensível e socialmente mediada, influenciada por determinantes estruturais e emocionais. Argumenta-se que práticas em saúde baseadas apenas em prescrições normativas são insuficientes, sendo necessário incorporar perspectivas críticas que valorizem a autonomia, a cultura alimentar e a complexidade do sujeito.