Este estudo analisa a violência psicológica contra a mulher como mecanismo central de dominação no contexto doméstico. O objetivo consiste em examinar seus mecanismos de produção e reprodução social, articulando perspectivas da sociologia crítica, da psicologia da violência e do direito. A pesquisa, de natureza qualitativa e exploratório-analítica, articula referenciais da sociologia crítica, psicologia e direito, baseando-se em revisão bibliográfica e dados do Dossiê Mulher do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Os dados empíricos indicam crescimento significativo dos registros, sugerindo simultaneamente persistência do fenômeno e ampliação do reconhecimento institucional. A análise demonstra que essa modalidade de violência se insere em estruturas simbólicas e interseccionais de desigualdade, sendo sustentada por dinâmicas culturais que dificultam sua identificação. Conclui-se que seu enfrentamento exige não apenas instrumentos jurídicos, mas também estratégias institucionais e transformações culturais capazes de romper as bases estruturais da dominação de gênero.