Este trabalho relata a experiência de acadêmicos de medicina em um projeto de extensão universitária voltado à educação em saúde para mulheres em situação de vulnerabilidade social. O objetivo foi abordar o planejamento familiar e os métodos contraceptivos, identificando dúvidas e rompendo barreiras de comunicação. As intervenções ocorreram em Guarapuava, Paraná, entre abril e novembro de 2025, utilizando rodas de conversa e uma " caixa de perguntas anônimas" como ferramentas metodológicas centrais. Os resultados apontaram três eixos principais de desinformação: a eficácia questionável de métodos comportamentais, mitos sobre a fisiologia reprodutiva e métodos de longa duração (LARC), e tabus relacionados à vulnerabilidade de gênero e sexualidade. Conclui-se que a estratégia de anonimato foi crucial para a adesão das participantes e que a educação em saúde deve transcender a entrega de insumos, focando na escuta qualificada e na autonomia feminina.