A família Flor, uma família nuclear de classe média da região de Lisboa, encontra-se na fase final do ciclo vital, apresentando tarefas desenvolvimentais incompletas, sobretudo no que se refere à promoção da autonomia do filho, o que tem impacto na comunicação, adaptação e satisfação conjugal. O presente estudo teve como objetivo avaliar a família segundo o Modelo Dinâmico de Avaliação e Intervenção Familiar, bem como elaborar um plano de cuidados orientado para o envelhecimento, a reforma e a promoção da saúde. Foi adotada uma metodologia qualitativa com uma abordagem colaborativa centrada na família, que decorreu ao longo de 12 semanas, através de consultas presenciais, teleconsultas e acompanhamento por e-mail. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, consulta de registos clínicos e instrumentos de avaliação familiar. Os resultados evidenciaram um processo familiar comprometido, uma satisfação conjugal diminuída, um padrão alimentar e de exercício comprometidos e excesso de peso. Após a intervenção, verificaram-se melhorias na coesão familiar, na comunicação conjugal, na perda de peso e na adoção de hábitos saudáveis por parte de Margarida. Conclui-se que uma intervenção sistémica, contínua e centrada na família promove melhorias sustentáveis na funcionalidade familiar, na saúde global e na capacidade de adaptação às transições do ciclo vital.