O artigo analisa, sob perspectiva interdisciplinar, como as transformações da era digital influenciam o envelhecimento e seus impactos na saúde da pessoa idosa. Parte-se da seguinte questão: de que modo a liquidez das relações sociais e a mercantilização da experiência contribuem para a invisibilização do envelhecimento e afetam as condições de saúde? Adota-se abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, articulando as contribuições de Han (2023) e Bauman (2007) aos marcos normativos de proteção da pessoa idosa, com destaque para a Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Pessoa Idosa e a Convenção Interamericana sobre os Direitos Humanos dos Idosos. Os resultados indicam que a fragilidade das relações sociais intensifica o isolamento e impacta a saúde mental e social, enquanto a mercantilização da experiência reduz o reconhecimento da pessoa idosa na vida coletiva. Evidencia-se que a invisibilização do envelhecimento atua como determinante social da saúde e pode ser compreendida como manifestação de idadismo, ao limitar condições de pertencimento, participação e acesso a redes de apoio. Conclui-se que a promoção do envelhecimento digno requer o fortalecimento das garantias fundamentais e a reconstrução das relações sociais.