O envelhecimento populacional tem aumentado a demanda por cuidados de longa duração, especialmente para pessoas idosas em situação de dependência decorrente de doenças crônicas e neurodegenerativas. Nesse contexto, os cuidadores formais desempenham papel fundamental na promoção do bem-estar e na assistência às atividades de vida diária dos idosos. A presente pesquisa tem como objetivo discutir os desafios ocupacionais, os impactos na saúde mental e as estratégias de enfrentamento utilizadas por cuidadores formais de idosos. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica realizada nas bases de dados SciELO, Bireme e Portal de Periódicos CAPES. Os resultados indicam que a maioria desses profissionais é composta por mulheres, com renda entre um e dois salários mínimos, submetidas a jornadas extensas de trabalho e condições laborais frequentemente precarizadas. A sobrecarga física e emocional pode favorecer o surgimento de estresse e síndrome de burnout. Entre as estratégias de enfrentamento destacam-se atividades de lazer, apoio social, espiritualidade e autocuidado, que contribuem para a redução do estresse e para a melhoria da qualidade de vida desses profissionais.