O suicídio entre adolescentes configura-se como um relevante problema de saúde pública, com aumento expressivo no Brasil, especialmente entre jovens de 10 a 24 anos. Esta pesquisa teve como objetivo analisar o cenário atual do suicídio nessa população e identificar ações voltadas à promoção da saúde mental. Trata-se de uma revisão teórico-analítica baseada em relatórios internacionais, estudos epidemiológicos e evidências clínicas recentes. Os resultados indicam crescimento significativo das taxas de suicídio e autolesão, associados a fatores de risco como transtornos mentais, experiências adversas e vulnerabilidades sociais. Por outro lado, fatores de proteção incluem suporte familiar e vínculos sociais. Em instituições de saúde mental, intervenções como a Terapia Comportamental Dialética para Adolescentes (DBT-A), a Terapia Cognitivo-Comportamental (CBT-SP) e o planejamento de segurança demonstram eficácia na redução de ideação e tentativas. Estratégias de posvenção, embora menos robustas, incluem suporte psicossocial e acompanhamento pós-alta. No Brasil, observa-se lacuna na implementação e avaliação dessas práticas no Sistema Único de Saúde. Conclui-se que são necessárias ações integradas, baseadas em evidências e adaptadas ao contexto nacional, visando à prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental entre adolescentes.