Este estudo analisou a prevalência de sintomas de saúde mental entre 231 profissionais da segurança pública no Espírito Santo, utilizando a escala DASS-21. Os resultados revelaram altas taxas de sofrimento psíquico na categoria: 48,9% apresentaram sintomas de depressão, 46,3% de estresse e 38,9% de ansiedade. Observou-se uma disparidade significativa de gênero, com as mulheres apresentando níveis consideravelmente mais elevados em todos os desfechos: 69,02% para depressão, 63,33% para ansiedade e 62,61% para estresse, comparadas aos homens. A literatura sugere que essa vulnerabilidade feminina é intensificada pela dupla jornada, conflitos trabalho-família e ambientes institucionais predominantemente masculinos. O estudo destaca a necessidade urgente de estratégias de atenção à saúde mental que incorporem o recorte de gênero, conforme as diretrizes do Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social 2021-2030. Conclui-se que a sobrecarga psicossocial e a exposição constante a riscos operacionais comprometem a estabilidade emocional desses servidores, exigindo políticas públicas de acolhimento e diagnóstico precoce mais humanizadas e eficazes para a realidade regional.