Este estudo tem como objetivo descrever uma experiência de estágio profissional em Psicologia realizada em um Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) de um município da Grande São Paulo, com ênfase na condução de um grupo de atendimento familiar composto por mães de adolescentes em sofrimento psíquico. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza aplicada e caráter descritivo, configurada como relato de experiência. As intervenções ocorreram por meio de encontros semanais, utilizando rodas de conversa e recursos expressivos. Os resultados evidenciam a potência do grupo na ampliação da escuta, na construção de vínculos e na ressignificação das experiências maternas, marcadas por sobrecarga, ambivalência afetiva e fragilidade de redes de apoio. A análise fundamenta-se na clínica ampliada e na Psicologia da Saúde, destacando a influência dos determinantes sociais no sofrimento psíquico. Conclui-se que a inclusão das famílias no cuidado amplia as possibilidades terapêuticas e contribui para a formação de psicólogos críticos e comprometidos com o SUS.