A formação médica contemporânea tem sido progressivamente estruturada sob uma lógica centrada no desempenho, na qual produtividade, excelência e competitividade ocupam posição central. Esse cenário influencia diretamente a construção da identidade profissional do estudante. O presente estudo analisa a relação entre cultura de alta performance, perfeccionismo e sofrimento emocional em estudantes de Medicina. Trata-se de revisão narrativa baseada em publicações das bases PubMed, SciELO e LILACS, considerando a última década. Os achados indicam que padrões elevados de exigência favorecem autocobrança excessiva e maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico, frequentemente naturalizado no ambiente acadêmico. Conclui-se que o fenômeno não se limita ao indivíduo, estando diretamente relacionado ao modelo formativo vigente.