O presente estudo tem como objetivo analisar a interação social de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ênfase nas relações comunicacionais estabelecidas no ambiente familiar e no contexto escolar, bem como sua relação com o estresse vivenciado por pais e professores. A investigação fundamenta-se na compreensão de que o TEA afeta múltiplas áreas do desenvolvimento, especialmente a comunicação e a interação social, repercutindo diretamente nas dinâmicas relacionais da criança. A literatura aponta que, além dos desafios enfrentados pelas próprias crianças, o transtorno também impacta significativamente os cuidadores e profissionais envolvidos, contribuindo para níveis elevados de estresse parental e ocupacional. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo e exploratório, realizada na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com utilização de descritores em Ciências da Saúde relacionados ao TEA, estresse parental e interação social. Foram aplicados critérios de inclusão e exclusão, resultando na seleção final de estudos que abordavam diretamente a temática proposta. A análise dos dados ocorreu por meio de leitura crítica e categorização temática dos achados. Os resultados evidenciam que as dificuldades na interação social das crianças com TEA impactam diretamente o cotidiano familiar e escolar, exigindo adaptações constantes por parte de pais e professores, o que contribui para a sobrecarga emocional. Conclui-se que a interação social no TEA está diretamente associada ao estresse dos cuidadores, destacando-se a importância de estratégias de apoio, capacitação e fortalecimento das redes de suporte. Dessa forma, o estudo contribui para a ampliação do conhecimento acerca da temática, subsidiando a elaboração de práticas que favoreçam o desenvolvimento social da criança e a qualidade de vida de seus cuidadores.