O presente trabalho explora as representações do adoecimento através da obra literária A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói, no contexto da sociedade ocidental burguesa do século XIX, e as consequências deste processo nas relações cotidianas. A obra apresenta também o questionamento ao modelo unicamente biológico-explicativo da doença, levando em conta aspectos sociais e psicológicos inerentes ao indivíduo enquanto ser social. A crítica à sociedade aristocrata se faz ao longo da narrativa, em que o sujeito vai sendo destituído de sua individualidade à medida que o adoecimento compromete suas funções produtivas.