Esta revisão integrativa analisou evidências recentes sobre os impactos do uso excessivo de redes sociais na saúde mental de adolescentes. As buscas foram realizadas em janeiro de 2026 nas bases PubMed e Portal de Periódicos CAPES, além de triagem complementar na SciELO, utilizando descritores em português e inglês relacionados a redes sociais, adolescentes e saúde mental. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, publicados entre 2018 e 2025, em português ou inglês, resultando em amostra final de seis estudos. Os achados indicam associação consistente entre uso intenso e/ou compulsivo de redes sociais e sintomas de ansiedade, depressão, estresse, baixa autoestima e dependência comportamental. Destacam-se como mecanismos mediadores o Fear of Missing Out (FOMO), a comparação social, especialmente sobre imagem corporal, o ciberbullying e o “estresse digital” relacionado a notificações e pressões de interação. Alguns estudos sugerem repercussões adicionais, como piora do sono, prejuízos cognitivos e maior risco de automutilação e ideação suicida, sobretudo quando há experiências negativas online e baixo suporte percebido. Conclui-se que os impactos são multifatoriais e dependem do contexto e das experiências nas plataformas, reforçando a necessidade de estratégias integradas de educação digital, fortalecimento socioemocional e atuação conjunta entre família, escola e saúde.