Este estudo analisa as dimensões subjetivas da aprendizagem sob a ótica psicanalítica, buscando compreender como o inconsciente interfere no processo educativo e na prática do coaching educacional. Parte-se da premissa de que o aprender transcende o aspecto técnico-cognitivo, moldado por desejos, conflitos psíquicos e experiências emocionais do aprendiz. Nessa perspectiva, dificuldades como bloqueios e ansiedade são interpretadas como manifestações subjetivas que exigem uma escuta sensível e fundamentada. A aplicação de conceitos psicanalíticos à educação amplia a compreensão dos obstáculos enfrentados pelos aprendizes, superando abordagens centradas exclusivamente em metas e desempenho. No coaching educacional, esse olhar promove uma prática mais ética e humanizada, permitindo ao profissional reconhecer que certos bloqueios não se resolvem apenas com motivação ou planejamento. O coach passa a atuar como mediador que respeita a singularidade do sujeito, oferecendo um espaço de escuta para que o aprendiz ressignifique sua relação com o conhecimento. Trata-se de pesquisa bibliográfica, com produções científicas publicadas entre 2021 e 2026, consultadas em bases como SciELO, CAPES e Google Acadêmico. A análise interpretativa dos dados permitiu concluir que integrar a subjetividade e o referencial psicanalítico ao coaching educacional fortalece a prática profissional, tornando as intervenções mais humanizadas e condizentes com a complexidade da educação contemporânea.