A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano marcada por intensas transformações e maior vulnerabilidade psicossocial. Nesse contexto, o suicídio configura-se como relevante problema de saúde pública e uma das principais causas de morte entre jovens. Este estudo teve como objetivo analisar as crenças e percepções de educadores da educação básica sobre o suicídio na infância e adolescência, bem como avaliar o impacto de uma capacitação breve na modificação de conhecimentos e atitudes. Trata-se de uma pesquisa quase-experimental, de grupo único, realizada com 56 professores de duas escolas privadas de São Paulo. A coleta de dados ocorreu em dois momentos: antes da intervenção (T1) e 30 dias após a capacitação (T2). A formação, com duração de duas horas, abordou dados epidemiológicos, desconstrução de mitos, sinais de alerta e estratégias de acolhimento e encaminhamento. Os resultados evidenciaram mudanças significativas após a capacitação, com redução de crenças equivocadas, maior reconhecimento de sinais de risco e ampliação da autoeficácia docente. Conclui-se que capacitações breves, fundamentadas em evidências científicas, fortalecem a atuação dos educadores e o papel da escola na prevenção do suicídio e na promoção da saúde mental.