Este artigo analisa as contribuições das tecnologias assistivas para a educação de estudantes surdos, considerando as condições de acesso, os usos pedagógicos e os critérios de efetividade. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter analítico-interpretativo, fundamentada em estudos sobre ambientes virtuais, realidade aumentada, vídeos em Libras, materiais bilíngues, aplicativos, lousas digitais e formação docente. Os resultados demonstram que a disponibilidade de equipamentos e plataformas não assegura, isoladamente, a inclusão educacional. A efetividade dos recursos depende da acessibilidade linguística, da presença da Libras como língua de instrução, do ensino do português escrito como segunda língua, da mediação pedagógica e da participação dos estudantes surdos na avaliação das tecnologias. Também foram identificadas barreiras relacionadas à conectividade, à infraestrutura, à formação insuficiente dos professores e à ausência de suporte institucional. Conclui-se que as tecnologias assistivas podem ampliar a comunicação, a autonomia, a interação e a aprendizagem, desde que sejam integradas ao currículo e concebidas a partir das necessidades linguísticas e educacionais dos estudantes surdos. Portanto, seu valor não reside apenas na inovação técnica, mas na capacidade de reduzir barreiras e promover participação efetiva.