1. INTRODUÇÃO
A saúde pública, enquanto campo interdisciplinar e estruturante da cidadania, tem sido tensionada por transformações tecnológicas aceleradas que reconfiguram, em profundidade, os modos de produzir cuidado, gerir sistemas de saúde e formular políticas públicas. A partir da década de 2020, o advento de tecnologias digitais disruptivas -como inteligência artificial (IA), big data, blockchain, internet das coisas (IoT) e computação ubíqua - impôs a necessidade de repensar os fundamentos epistemológicos, operacionais e éticos da atenção à saúde em contextos marcados por desigualdades estruturais e dinâmicas sociotécnicas complexas (Topol, 2023; Silva et al., 2023).