1.INTRODUÇÃO
A contemporaneidade tem sido marcada por um processo inexorável de digitalização dos sistemas de saúde, catalisado pelo avanço acelerado das tecnologias da informação e comunicação. Essa revolução tecnológica, conhecida como saúde digital, redefine paradigmas tradicionais do cuidado à saúde, promovendo a integração de ferramentas digitais complexas — tais como registros eletrônicos de saúde, inteligência artificial, telemedicina e dispositivos conectados — que ampliam significativamente o potencial diagnóstico, terapêutico e de gestão dos serviços (Santos; Almeida, 2023). No entanto, essa inserção disruptiva da tecnologia no campo da saúde traz à tona uma série de desafios epistemológicos e práticos, sobretudo no que tange à ética e à segurança da informação, que demandam uma reflexão crítica e multidisciplinar para assegurar que os avanços tecnológicos não se sobreponham aos direitos fundamentais dos sujeitos envolvidos.