1.INTRODUÇÃO
A rápida incorporação de tecnologias digitais na saúde pública brasileira impõe novos desafios à formação e capacitação dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). A Educação Permanente em Saúde (EPS) destaca-se como um instrumento estratégico fundamental para garantir que esses profissionais não apenas adquiram competências técnicas para o manuseio de sistemas digitais, mas também desenvolvam uma compreensão crítica das implicações éticas, sociais e organizacionais associadas à digitalização do cuidado (Ferreira; Almeida, 2024). Nesse sentido, a EPS transcende a mera atualização de conhecimentos, configurando-se como um processo educativo contínuo, integrado ao cotidiano do trabalho, que promove a transformação das práticas profissionais por meio da reflexão crítica e da construção colaborativa do saber (Oliveira; Gomes, 2023).