As infecções relacionadas à assistência à saúde (iras) configuram um dos principais desafios da saúde pública, especialmente em ambientes hospitalares, onde a complexidade do cuidado favorece a disseminação de microrganismos. essas infecções aumentam a morbimortalidade, prolongam internações e acarretam altos custos aos sistemas de saúde, agravados pela presença de microrganismos multirresistentes que dificultam o tratamento e comprometem os resultados terapêuticos. no brasil e em outros países, a adesão insuficiente às práticas de prevenção evidencia lacunas entre protocolos estabelecidos e sua execução, influenciadas por sobrecarga de trabalho, falta de recursos, fragilidades na cultura de segurança e falhas na comunicação multiprofissional. nesse contexto, a enfermagem exerce papel central na execução de medidas preventivas, como higienização das mãos, uso de equipamentos de proteção individual (EPIS) e administração segura de medicamentos, além de atuar na educação permanente e na promoção de práticas colaborativas. o presente estudo, de natureza qualitativa, descritiva e bibliográfica, teve como objetivo analisar as principais estratégias e desafios enfrentados pelos enfermeiros na prevenção e controle das iras. a pesquisa foi conduzida de forma remota, com levantamento em bases de dados nacionais e internacionais, incluindo scielo, bvs e pubmed, utilizando descritores em português. foram considerados estudos publicados entre 2019 e 2024, aplicando-se critérios de inclusão e exclusão para seleção. os dados coletados foram sistematizados e analisados por meio de análise de conteúdo, permitindo identificar padrões, recorrências e desafios relacionados à biossegurança e ao papel do enfermeiro. conclui-se que a eficácia no enfrentamento das iras depende da capacitação contínua dos profissionais, do investimento em recursos e do engajamento institucional, fatores essenciais para garantir a segurança do paciente e a qualidade assistencial.