A síndrome dos ovários policísticos (SOP) foi descrita como uma desordem endócrina multifatorial que comprometia a fertilidade feminina ao promover anovulação crônica, hiperandrogenismo e alterações metabólicas associadas à resistência à insulina, obesidade e impactos psicossociais. Os anticoncepcionais orais foram utilizados como tratamento de primeira linha para controle dos sintomas, regulando ciclos e reduzindo o hiperandrogenismo, embora seu uso prolongado modulasse o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e levantasse preocupações sobre efeitos na fertilidade. Esta revisão narrativa, baseada em 73 artigos publicados entre 2015 e 2025, analisou como esses medicamentos influenciavam a função reprodutiva de mulheres com SOP, destacando benefícios, riscos e alternativas terapêuticas. As evidências mostraram que a prescrição dos ACOs exigia individualização conforme idade, desejo reprodutivo, comorbidades e estilo de vida, enquanto estratégias como letrozol, metformina e intervenções não farmacológicas demonstraram melhora da ovulação e da fertilidade. Concluiu-se que o manejo da SOP demandava abordagem multidisciplinar para otimizar desfechos reprodutivos e qualidade de vida.