O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica marcada pela produção de autoanticorpos e inflamação crônica. Apesar dos avanços com imunossupressores e anticorpos monoclonais, muitos pacientes permanecem refratários, o que impulsiona o estudo de terapias inovadoras, como as células T com receptor de antígeno quimérico (CAR-T). Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia dessas células no tratamento do LES, comparando-as com terapias convencionais, especialmente anticorpos monoclonais, e discutir seus mecanismos imunológicos e implicações clínicas. Foi realizada uma revisão integrativa nas bases PubMed e Elsevier abrangendo o período de 2015 a 2025. Incluíram-se estudos clínicos, revisões e ensaios pré-clínicos sobre CAR-T, imunoterapia e biotecnologia aplicadas ao LES. A análise seguiu critérios sistemáticos de inclusão, exclusão e extração de dados, com síntese dos resultados em quadros comparativos. Foram selecionados nove estudos, sendo a maioria ensaios clínicos fase I e revisões. As terapias com CAR-T anti-CD19 promoveram remissão sustentada em pacientes refratários, com depleção de células B autorreativas e redução de autoanticorpos. Eventos adversos foram leves e transitórios, como febre e síndrome de liberação de citocinas grau 1. A combinação CAR-T BCMA/CD19 apresentou eficácia ampliada, e avanços em engenharia celular, como o uso de domínios coestimulatórios 4-1BB e bloqueio PD-1, mostraram potencial para reduzir a exaustão das células T. As evidências indicam que a terapia CAR-T representa um avanço promissor no manejo do LES refratário, oferecendo remissão clínica prolongada e menor dependência de imunossupressores. Contudo, limitações econômicas e a necessidade de estudos com maior amostragem ainda restringem sua ampla aplicação clínica.