Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) permanecem como um relevante problema de saúde pública, especialmente entre jovens e populações em situação de vulnerabilidade social, como a comunidade LGBTQIAPN+. No contexto da Atenção Primária à Saúde, observa-se baixa procura por serviços relacionados à saúde sexual, o que compromete ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Objetivo: Desenvolver e analisar uma intervenção educativa em saúde voltada à prevenção das IST, com foco na população jovem adscrita a uma Unidade de Saúde da Família em Recife/PE. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa-intervenção de abordagem qualitativa, realizada por meio de duas rodas de conversa com caráter participativo e dialógico. Resultados e discussão: Os resultados evidenciaram baixa adesão inicial, com sete participantes na primeira atividade e onze na segunda, além da presença de profissionais da unidade e familiares. Apesar do número reduzido, observou-se engajamento significativo, ampliação do conhecimento sobre prevenção combinada e maior interesse em acessar os serviços de saúde. A baixa adesão foi interpretada como expressão de barreiras estruturais e simbólicas, como estigma e percepção de não acolhimento. Conclusão: Conclui-se que intervenções educativas participativas constituem estratégia relevante para o fortalecimento do vínculo e ampliação do acesso à saúde sexual, embora demandem continuidade e adaptação às especificidades do território.