Introdução: O diabetes mellitus constitui uma das principais doenças crônicas não transmissíveis e representa importante desafio para a Atenção Primária à Saúde (APS), devido à elevada prevalência, ao risco de complicações e à necessidade de acompanhamento contínuo. Nesse contexto, a educação em saúde contribui para fortalecer o autocuidado, a adesão ao tratamento e o controle clínico. Objetivo: Promover a melhoria do autocuidado e da qualidade de vida de pessoas com diabetes mellitus por meio da implementação de grupos de educação em saúde em uma Unidade Básica de Saúde. Método: Estudo de intervenção, quanti-qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvido na Unidade Básica de Saúde Centenário I, em Pesqueira, Pernambuco, entre julho e dezembro de 2025. Participaram 133 usuários com diabetes mellitus. Os encontros ocorreram quinzenalmente e contemplaram avaliação clínica, monitoramento glicêmico e orientações sobre alimentação, atividade física, medicamentos, insulinoterapia, automonitorização e prevenção de complicações, utilizando metodologias participativas. Resultados: Entre 180 usuários avaliados no HIPERDIA, 133 apresentavam diabetes mellitus tipo 2. Destes, 35,3% apresentavam hemoglobina glicada inferior a 7%, 45,1% possuíam valores acima do recomendado e 19,5% não apresentavam exame recente registrado. A intervenção favoreceu a atualização dos registros, intensificou a busca ativa e fortaleceu o acompanhamento longitudinal. Os grupos ampliaram a participação dos usuários, o esclarecimento de dúvidas, o autocuidado, o apoio entre pares e a integração com a equipe multiprofissional. Conclusão: Os grupos de educação em saúde mostraram-se estratégia efetiva para qualificar o cuidado às pessoas com diabetes na APS, fortalecendo o autocuidado, a adesão terapêutica e o monitoramento clínico, constituindo tecnologia de cuidado de baixo custo aplicável à rotina da Estratégia Saúde da Família.