Introdução: A saúde mental dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) constitui tema relevante diante das elevadas demandas assistenciais, escassez de recursos e múltiplas responsabilidades presentes no cotidiano de trabalho. A sobrecarga laboral, a pressão por resultados, o contato com o sofrimento humano e os desafios territoriais podem favorecer estresse, ansiedade e esgotamento profissional, evidenciando a necessidade de estratégias voltadas ao bem-estar desses trabalhadores. Objetivo: Promover a saúde mental dos profissionais da Unidade de Saúde da Família Rosa Selvagem, considerando os desafios e fatores de risco psicossociais presentes no cotidiano da APS. Metodologia: Estudo qualitativo e descritivo, realizado com 10 profissionais de saúde selecionados por amostragem intencional. Os dados foram coletados por meio de questionários semiestruturados e analisados pela técnica de análise de conteúdo temática. A intervenção consistiu em rodas de conversa sobre saúde mental, desenvolvidas de forma participativa. Foram respeitados os princípios éticos das Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016, com assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados e discussão: As rodas de conversa proporcionaram espaços de escuta, diálogo e reflexão, permitindo aos profissionais compartilhar experiências, reconhecer fatores relacionados ao sofrimento no trabalho e discutir estratégias de enfrentamento. Resultados. As atividades favoreceram o fortalecimento do trabalho em equipe, o incentivo ao autocuidado e a valorização de espaços coletivos de apoio. Conclusão: A intervenção ampliou a conscientização sobre a importância da saúde mental no ambiente laboral e estimulou estratégias coletivas de cuidado, contribuindo para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável, colaborativo e acolhedor na APS.