INTRODUÇÃO: A epidemia de HIV/AIDS no Brasil continua sendo um desafio significativo para a saúde pública, apresentando variações regionais na taxa de detecção, no acesso ao diagnóstico e oferta de tratamento. Fatores socioeconômicos e culturais influenciam a distribuição da doença, resultando em disparidades entre as diferentes regiões do país. Enquanto algumas áreas apresentam maior acesso a medidas terapêuticas, outras ainda enfrentam barreiras relacionadas à testagem, além da adesão ao tratamento. No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), a detecção precoce e acompanhamento contínuo são essenciais para o controle da infecção, o que promove maior qualidade de vida aos indivíduos acometidos. Políticas públicas como a ampliação da Profilaxia Pré Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), além da descentralização do diagnóstico e tratamento, são implementadas para mitigar a progressão da epidemia. OBJETIVOS: Comparar as notificações e detecção do HIV entre regiões, utilizando uma abordagem quantitativa com possibilidade de subnotificação nos últimos anos analisados do Brasil.