O consumo inadequado de magnésio tem sido apontado como um fator potencialmente associado ao desenvolvimento e ao agravamento de transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão, devido à sua participação na neurotransmissão, na modulação da resposta ao estresse, na neuroplasticidade e na regulação de processos inflamatórios. O objetivo deste estudo foi avaliar evidências científicas recentes acerca da relação entre magnésio, ansiedade e depressão. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e Periódicos CAPES, incluindo artigos publicados entre 2014 e 2024. Foram selecionados estudos observacionais analíticos e ensaios clínicos que investigaram a associação entre magnésio e desfechos relacionados à saúde mental. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram incluídos 14 artigos para análise. Foram selecionados estudos observacionais analíticos e ensaios clínicos. Foram identificados 14 artigos que apontaram associação entre baixos níveis séricos e/ou ingestão insuficiente de magnésio com maior prevalência de sintomas depressivos e ansiosos. A suplementação demonstrou efeito positivo na melhora desses sintomas em grande parte dos estudos. Conclui-se que a ingestão adequada e a suplementação de magnésio podem representar uma estratégia complementar promissora na prevenção e no manejo de sintomas depressivos e ansiosos. Entretanto, são necessários ensaios clínicos randomizados com maior rigor metodológico e acompanhamento em longo prazo para confirmar sua eficácia terapêutica e estabelecer recomendações clínicas mais consistentes.