O absenteísmo na enfermagem constitui um importante desafio para os serviços de saúde, estando relacionado às condições de trabalho, ao adoecimento ocupacional e à organização institucional. Este estudo descreve e discute os principais determinantes do absenteísmo na enfermagem, abordando fatores relacionados aos afastamentos por licença saúde, carga de trabalho, dimensionamento de pessoal, excesso de horas extras e aspectos psicossociais envolvidos nesse processo. Os resultados evidenciam aumento expressivo dos afastamentos laborais entre profissionais de enfermagem, especialmente por transtornos mentais, doenças osteomusculares e condições associadas ao estresse ocupacional. Observou-se que fatores como sobrecarga de trabalho, déficit de profissionais, jornadas prolongadas e fragilidades organizacionais contribuem significativamente para o adoecimento físico e emocional dos trabalhadores, favorecendo o absenteísmo. Observou-se que o enfrentamento desse fenômeno requer estratégias integradas voltadas à melhoria das condições de trabalho, adequação do dimensionamento de pessoal, valorização profissional e promoção da saúde mental dos trabalhadores da enfermagem.