A pressão sobre os sistemas de saúde, escassez de enfermeiros, exaustão profissional e a exigência de “fazer mais com menos”, recentrou a atenção na relação entre a gestão e o desempenho das equipas de enfermagem. Este capítulo analisa, à luz da literatura, de que forma a liderança em enfermagem influencia o desempenho das equipes, sustentando que essa influência é, em larga medida, indireta e mediada pelo ambiente de prática profissional. Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, com pesquisa nas bases PubMed, Scopus e Web of Science. A síntese clarifica a distinção entre produtividade e desempenho e organiza-se em torno dos estilos de liderança transformacional, transacional e autêntica, do ambiente de prática como variável mediadora, ancorado nos modelos Magnet e Healthy Work Environment e no empowerment estrutural de Kanter, operacionalizado pela PES-NWI e do desempenho entendido como desfechos sensíveis aos cuidados. Propõe-se um modelo conceptual integrador que posiciona o ambiente de prática como elo entre a liderança e o desempenho. Conclui-se que o ambiente de prática constitui a alavanca de gestão mais acionável para melhorar o desempenho das equipas, com implicações para a prática de liderança e para a investigação futura.