A esquistossomose mansônica permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em Pernambuco que apresenta histórico relevante de endemicidade. Este estudo busca discutir o panorama epidemiológico da esquistossomose no estado, enfatizando os determinantes socioambientais da transmissão, os desafios diagnósticos, as estratégias de controle e o cenário atual das pesquisas científicas desenvolvidas em Pernambuco. Trata-se de uma revisão bibliográfica, fundamentada em artigos científicos, documentos técnicos e boletins epidemiológicos publicados entre 2020 e 2025. Os estudos demonstram que a doença permanece associada à precariedade do saneamento básico, à presença de coleções hídricas contaminadas e à ampla distribuição de moluscos do gênero Biomphalaria. Além disso, observa-se crescente urbanização da transmissão, impulsionada pela ocupação desordenada de áreas periféricas e pela deficiência estrutural das cidades. Apesar da redução gradual das taxas de positividade ao longo dos anos, persistem desafios relacionados à subnotificação, desigualdade regional das ações de vigilância e limitação da cobertura diagnóstica. As pesquisas desenvolvidas em Pernambuco têm contribuído significativamente para compreensão da dinâmica epidemiológica da doença, especialmente por meio de análises espaciais, estudos malacológicos e vigilância ambiental. O estudo concluiu que o enfrentamento da esquistossomose requer estratégias integradas envolvendo vigilância epidemiológica, saneamento básico, educação em saúde e fortalecimento das políticas públicas.