A sobreposição clínica entre Leishmaniose Tegumentar e Esporotricose impõe desafios ao diagnóstico diferencial, exigindo a associação de critérios clínicos, epidemiológicos e laboratoriais para uma definição etiológica precisa. O objetivo deste estudo foi analisar os principais aspectos clínicos, epidemiológicos, laboratoriais e diagnósticos envolvidos no diagnóstico diferencial entre leishmaniose tegumentar e esporotricose, destacando suas semelhanças, particularidades e desafios relacionados à correta identificação da doença para evitar equívoco diagnóstico. Por meio de uma revisão integrativa da literatura, foram analisados artigos publicados entre 2016 e 2026 e indexados na PubMed, Embase, Scopus e Wiley, utilizando os descritores: Diagnosis differential AND Cutaneous leishmaniasis OR New world cutaneous leishmaniasis AND Sporotrichosis AND Human. A Leishmaniose Tegumentar e a Esporotricose apresentam importante sobreposição clínica, especialmente em áreas endêmicas, dificultando o diagnóstico diferencial, mostrando a necessidade de consideração conjunta dos aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. Embora as manifestações características e os fatores de exposição possam auxiliar na suspeita diagnóstica, a confirmação etiológica frequentemente depende de métodos complementares, como histopatologia, cultura, sorologia e PCR. A coexistência dessas enfermidades, associada à ocorrência de apresentações atípicas e ausência de padrões diagnósticos absolutos, reforça a necessidade de abordagens integradas para maior precisão diagnóstica e direcionamento terapêutico adequado.